quarta-feira, 23 de março de 2011

VIDA MODERNA: Saiba como o celular vai substituir seu cartão de crédito

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Os celulares são hoje em dia o centro da vida digital de muitas pessoas
Mais que simples telefones, eles reúnem as funções do MP3 player (ou radinho/ walkman, se você tem mais de 30 anos de idade), agenda, lista telefônica, câmera fotográfica e, até mesmo, do notebook e da televisão. Tudo isso no seu bolso, o tempo todo.

Agora, o próximo passo dos celulares é substituir outro objeto que provavelmente faz companhia para ele no seu bolso: a carteira. E não estamos falando de um futuro distante, conheçam a tecnologia NFC - sigla para Near Field Communication, que quer dizer Comunicação de Campo Próximo.

Se depender de gigantes como a Apple e o Google, o cartão de crédito pode estar com seus dias contados. Tudo por conta dessa tecnologia, que permite - entre outras coisas - realizar pagamentos simplesmente acenando com um celular na frente de um receptor adequado. De acordo com o New York Times, “é só uma questão de tempo até seu telefone celular engolir mais uma tecnologia: seu cartão de crédito”.

O post do NYT, assinado pelo jornalista Nick Bilton, autor do livro I Live in the Future & Here's How it Works (Eu vivo no futuro & é assim que ele funciona, em uma tradução livre), afirma que de acordo com fontes próximas a Apple, uma próxima versão do iPhone [não necessariamente a próxima] vai ter NFC, o que transformaria o smartphone ícone dos últimso anos em uma possível carteira digital.

Além disso, segundo o NYT, a função de crédito no novo iPhone estaria conectado aos dados do usuário no iTunes. Bilton também diz que o Google está trabalhando em funções de NFC para seu sistema operacional de celulares, o Android, assim como a Microsoft para sua plataforma Windows Phone. A recente parceria entre Microsoft e Nokia poderia ser um impulso para isso: a fabricante finlandesa também apóia o uso de NFC.

O interesse dessas empresas no mercado de pagamentos é óbvio: o potencial financeiro é na casa dos bilhões de dólares, e elas ficariam com parte disso - uma parte que, mesmo divida com empresas mais tradicionais do mercado financeiro como Visa e MasterCard [outros apoiadores do NFC], ainda poderia representar um aumento imenso de arrecadação para a indústria de tecnologia.

O NFC é uma tecnologia de comunicação wireless que permite dispositivos se comunicarem se estiverem bem perto um do outro. Ao contrário do Bluetooth, que é lento e complicado para configurar e usar, o NFC consegue estabelecer uma conexão em apenas 0.1 segundo e é compatível com tecnologias de criptografia modernas, para garantir a segurança na transação dos dados.

Estas características chamaram a atenção de bancos, empresas de comércio eletrônico, operadores de cartão de crédito e de telefonia móvel. Existem hoje dezenas de experiências sendo feitas em todo mundo para encontrar a melhor forma de usar o NFC em pagamentos e, é claro, lucrar com isso.

A implementação da tecnologia no celular parece ser a melhor alternativa até agora. O aparelho celular possui o poder de processamento e comunicação para se comunicar com a máquina que faz a cobrança, autenticar a transação e avisar o banco instantâneamente, via 3G. Tudo fica resolvido na hora, de forma segura e conveninente.

O exemplo da Nokia:
A Nokia já começou a implementar o NFC em alguns aparelhos, sem muito estardalhaço. Mas o impulso veio mesmo no último dia 15, quando Eric Schmidt - um dos sócios do Google - anunciou no WebSummit que a próxima versão do Android, codinome Gingerbread, suportará oficialmente a tecnologia.

Mais ainda, o Nexus S (sucessor do Nexus 1) já sai das lojas 100% compatível também. Isso já em Janeiro de 2011. De acordo com os boatos que circulam, a próxima versão do iPhone também trará suporte à tecnologia.

Quer dizer que a partir do ano que vem, boa parte dos telefones celulares fabricados já será compatível com NFC. Mas, e o suporte por parte dos bancos e lojas? Uma grande quantidade de start-ups já desenvolve produtos e serviços relacionados a pagamentos móveis e micropagamentos, dentro e fora do mundo virtual.

Para sobreviver à nova tecnologia, gigantes como Visa, Mastercard, Unibanco e U.S. Bank também já estão se adaptando ao novo uso. No Japão e Coréia do Sul, pagamentos feitos com uma tecnologia bem semelhante já estão se tornando comuns.

Infelizmente, no Brasil, as iniciativas de uso do NFC ainda são incipientes e mesmo quem sair correndo para comprar um celular compatível ano que vem ainda não vai ter onde usá-lo. Ainda assim, as possiblidades desta tecnologia são empolgantes. Mal dá para esperar o que os desenvolvedores irão fazer nos próximos meses!
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VIDA MODERNA: Apple anuncia iPad 2 em mais 27 países e Brasil está fora da lista

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Foi ontem (dia 22/03) que a Aplle anunciou a importação do iPad 2 para 27 países, dentre eles encontram-se Coreia, Cingapura e Hong Kong, mas o Brasil não é citado em nenhuma de suas listas
A Macworld Brasil afirmou que mesmo que o Brasil não tenha sido citado em nenhuma das listagens, o recebimento do produto em abril não está totalmente descartada, pois na lista cita Hong Kong, Coreia, Cingapura e outros países. Ainda assim a Apple afirma não estar definida uma data para o lançamento do aparelho no Brasil.

Ainda foi ressaltado que a expectativa de vendas ddo produto fora dos Estados Unidos fosse adiada devido a alta venda dentro do país, mas já foi marcado para dia 25/03 deste ano na Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Itália, México, Luxemburgo e Nova Zelândia e Inglaterra.

Ainda assim vale ressaltar que a primeira versão do iPad demorou cerca de oito meses até chegar ao Brasil.
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terça-feira, 22 de março de 2011

NOSSA CIDADE: Motoristas dão mau exemplo, desrespeitam obras e causam prejuízo à cidade

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A Prefeitura deu início a instalação de 74 sarjetões em vários cruzamentos de ruas e avenidas de Dourado
Motorista ignorou finalização e danificou sarjetão construído em 
cruzamento do Jardim Aeroporto
A Prefeitura deu início a instalação de 74 sarjetões em vários cruzamentos de ruas e avenidas de Dourado. O objetivo é evitar o acúmulo de água das chuvas em pontos de alagamento, o que provoca transtornos para os moradores. Com os sarjetões, a água das chuvas devem ser escoadas evitando que o problema aconteça. 

O que se viu recentemente foram cenas de envergonhar qualquer cidadão que goste de sua cidade. Motoristas ignoraram a sinalização e avançaram sobre as obras. O problema se agravou com as chuvas constantes registradas nas últimas semanas.

Diante disso, a Prefeitura chegou a emitir um comunicado por meio do qual pedia mais atenção os motoristas. 

“A Prefeitura pede que os motoristas respeitem a sinalização de trânsito, principalmente nos cruzamentos onde estão sendo construídos os sarjetões”, disse o comunicado. 
“Até que a obra seja concluída, nenhum veículo pode circular pelo local, que está devidamente sinalizado”, acrescentou.

Além dos prejuízos causados para os próprios motoristas — um deles chegou a ter o carro travado em uma obra —, a falta de respeito com a sinalização também prejudicou o trabalho.

No Jardim Aeroporto, por exemplo, em um dos sarjetões há marcas de pneus de um veículo cujo motorista não teve paciência ou civilidade para desviar da obra.

O descaso também gera prejuízo do dinheiro público porque a Prefeitura terá que gastar mais recursos para consertar o estrago.
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VIDA MODERNA: P2P: R$ 3 para downloads ilimitados. Como seria?

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Para pesquisadores, faltou na proposta de reforma da Lei de Direitos Autorais a regulamentação do ambiente digital
Por que não aproveitar o momento de revisão para fazer uma lei que descriminalize o P2P e garanta a remuneração dos autores?

Essa é a proposta de pesquisadores da UFRJ e do Gpopai (USP), que lançaram um site com uma petição online pela inclusão do artigo 88-B na reforma. Aqui, o pesquisador alemão Volker Ralf Grassmuck, que adaptou a proposta internacional à realidade brasileira, explica como funcionaria o modelo.

O modelo de pagamento mensal por compartilhamento de arquivos já existe em outros lugares do mundo. Você cita alguns no seu artigo. Mas qual se aproxima mais do proposto por vocês?
Existe o modelo de uma taxa fixa sobre os dispositivos de cópia e mídias graváveis. Este é um pagamento único por parte do consumidor para os criadores em troca da liberdade de fazer cópias privadas. Criado na Alemanha em 1965, este modelo foi adotado em muitos países. Como sou alemão, este é o modelo — com todas as suas vantagens e problemas — que eu tenho diante de mim, ao pensar sobre o compartilhamento de arquivos online.

Outro modelo que é muitas vezes mencionado é o rádio. Quando as estações de rádio começaram, eles simplesmente tocavam música sem pedir permissão ou pagar por isso. Rádios pirateavam gravadoras, que tinham pirateado editores de música. A solução foi uma licença concedida por lei para a radiodifusão de qualquer gravação de música em troca de uma taxa paga aos criadores.

O modelo de pagamento mensal por compartilhamento online foi a primeira sugerida por estudiosos de lei de direitos autorais. William Fisher, do Berkman Centre para Internet e Sociedade da Harvard Law School foi um dos primeiros a discutir o assunto em seu livro de 2004, 

Na França, em 2005, uma aliança de organizações de música, artes visuais, sociedades de gestão coletiva, consumidores e usuários de internet promoveram este modelo no Alliance Public-Artistes. Deputados socialistas e conservadores do Parlamento apoiaram o modelo, propondo alterações à lei de direitos autorais. Elas foram transformadas em lei em dezembro do 2006, mas foram rapidamente revertidas depois que a indústria do copyright proclamou “guerra total” na “licence globale”, como o modelo foi chamado lá. Desde então, uma nova coalizão se formou na França:Création Public Internet.

Na Itália, houve projetos de lei para introduzir o modelo. Na Bélgica, existe atualmente um. Na Alemanha, o Partido Verde tenta promovê-la. No Canadá, é a Songwriter Association.

Portanto, a resposta é não. O modelo ainda não existe. O Brasil seria o primeiro a implementar na legislação nacional.

No modelo proposto, vocês afirmam que é fundamental a existência de uma entidade de gestão coletiva de direitos para arrecadar o valor pago pelos provedores. Por que? 
Quando eu sou um autor e você é um editor, podemos sentar e negociar um contrato com todos os termos que considerar importantes. Mas, quando meu livro for publicado, será emprestado a partir de bibliotecas, será fotocopiado e talvez parte dele será lido num programa de rádio ou dele será feito em um filme. Não posso negociar contratos individuais com todos os usuários do meu livro. A única forma é a concessão de uma licença pública para fazer essas coisas.

Essas permissões legais podem ser gratuitas, como o “fair use” nos EUA, ou podem ser condicionadas ao pagamento de uma taxa, como na maioria dos países europeus. Sempre que há uma taxa, ela tem de ser distribuída de forma justa com aqueles que criaram as obras. Para isso precisamos da gestão coletiva. É geralmente reconhecido que a importância dessas organizações coletivas dos autores e dos artistas subirão na era digital.

No seu artigo, você fala sobre o modelo alemão do meio do século XX, em que o governo permitiu a cópia privada e exigiu que produtores e importadores de gravadores de fitas adicionassem uma taxa de direito autoral ao preço de seus equipamentos. Dá para criar um paralelo direto entre essa situação e o projeto proposto por vocês?
Sim, em ambos os casos, os meios tecnológicos que foram reservados para as grandes instituições ou corporações tornaram-se disponíveis para todos os cidadãos. Na década de 1950 gravadores de áudio pela primeira vez permitiram aos indivíduos copiarem gravações de som, seguido de gravadores de áudio e vídeo, fotocopiadoras, scanners etc. Os meios de reprodução se democratizaram. A lei de direito autoral não deve tentar bloquear o tsunami das cópias privadas que surgiu, mas permitir que ele e reequilibre a relação entre autores e público por uma pequena taxa.

Com a revolução digital na década de 1990, os meios de distribuição tornaram-se acessíveis a todos. Pense nas frotas de caminhões que transportam jornais, livros, CDs de música para as lojas de todo o país. Pense em todas as infra-estruturas necessárias para manter uma rede de TV nacional. Hoje é mais fácil. Você pode enviar um tweet para milhares de pessoas a partir do seu telefone móvel ou publicar em seu blog ou fazer upload de um vídeo no YouTube. Ou, na verdade, republicar seu filme ou álbum favorito como um torrent ou no RapidShare. Novamente, a mudança no ambiente de conhecimento é tão fundamental, tão grande, que qualquer tentativa de revertê-la, está fadada ao fracasso. Só podemos permitir que ela exista e remunerar isso.

Há também o terceiro turno fundamental provocadas pela revolução digital: não só os meios de distribuição e reprodução, mas igualmente importante, os meios de produção foram democratizadas. O PC é, de fato, a máquina universal de produção de qualquer tipo de bens simbólicos. Como conseqüência, estamos vendo um tsunami de criatividade e de remix. E, novamente, as velhas regras tornaram-se sem sentido. Novamente, a única solução possível é permitir essa prática de massa, como o MinC já está sugerindo em seu anteprojeto de lei de direitos autorais.

O governo brasileiro está preparado para lidar com essa questão? Quais são as principais diferenças, na sua opinião, entre os governos do Brasil e da Alemanha em relação à cultura digital e, mais especificamente, à proposta de legalização do P2P?
Sim, o governo brasileiro sinaliza claramente que está disposta a assumir a liderança no desenvolvimento de uma solução.

Quando cheguei ao Brasil há um ano, os sinais que eu recebi são que o P2P é uma questão controversa e quente. E é uma questão tão grande, que nenhum país pode resolver sozinho. Só as Nações Unidas. Até não muito tempo atrás, você podia ler no site da Consulta Pública sob o título “Dúvidas Frequentes”, como resposta à pergunta sobre “liberando o upload EO download” que “o anteprojeto de revisão da LDA não propõe a liberação na internet de arquivos digitais de obras protegidas sem autorização dos autores.” Mas isso tem mudado claramente. Desde meados de agosto essa questão desapareceu do “Dúvidas Frequentes”.

Na Alemanha, há pessoas individuais nas instituições, no GEMA (o equivalente alemão ao ECAD) e também no Ministério da Justiça (responsável por fazer a lei de direito autoral) que lhe dirão que uma licença do compartilhamento é a única resposta possível. Nas comunidades criativos e públicos e na oposição política, as vozes pedindo a legalização do compartilhamento de arquivos e um fim à guerra da cópia estão ficando mais forte. Mas a política oficial ainda é tímida.

O Brasil é mais corajoso. Ele se levantou contra a indústria farmacêutica e implementou as licenças compulsórias de medicamentos para HIV. Ele levantou-se contra a Agenda do Desenvolvimento na OMPI. Ele se levantou contra a indústria de software, promovendo uma política de software livre abrangente. E o ex-ministro da Cultura de Gilberto Gil estabeleceu uma política de cultura digital livre que muitos em todo o mundo se maravilharam.

Um novo acordo criativo entre artistas e público é claramente necessário. A licença do compartilhamento é um elemento importante deste acordo. O momento é propício e o Brasil é o país para fazê-lo. A vontade política existe. Com o Marco Civil e a nova lei de direitos autorais, o curso é definido no sentido de garantir o acesso à riqueza de nossa cultura coletiva, a sua melhor utilização possível na educação e na inclusão social.

A licença de compartilhamento será um grande passo nessa direção. Irá certamente enfrentar a resistência feroz dos quatro principais empresas de música global e outras corporações de mídia. Mas, quando os artistas do Brasil e o público decidirem pela remuneração coletiva para a liberdade de compartilhamento, nada poderá detê-los.
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NOSSA CIDADE:Equipe do Controle de Vetores faz trabalho contra a dengue no cemitério

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A Equipe de Controle de Vetores vem realizando um trabalho constante de observação e cuidados no Cemitério Municipal de Dourado
Nessas visitas de vistoria são realizadas ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue.

Mas este trabalho só ganha força com o apoio e a efetiva participação da comunidade, que precisa se conscientizar sobre os reais riscos da dengue.

Medidas simples de prevenção ao mosquito podem ser adotadas como: colocação de areia em pratos e vasos de flores; utilização de vãos com furos para o escoamento da água; evitar o uso de plásticos que envolvem os vasos para que não haja o acúmulo de água, tendo em vista que a água é meio propício para o desenvolvimento de larvas e mosquitos.

Com a colaboração de cada cidadão na luta contra a dengue nossa cidade ficará sempre longe deste mal.
Fonte: Site da Prefeitura de Dourado
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VIDA MODERNA: Compositores canadenses querem taxa para legalizar o P2P

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A Associação de Compositores do Canadá quer legalizar o P2P. Eles retomaram uma proposta de 2007, parecida com a que um grupo de brasileiros apresentou no ano passado: incluir uma taxa fixa no custo de banda larga para remunerar os autores das obras.
Para isso eles propõem a inclusão de uma taxa fixa no custo da banda larga, que garantiria a remuneração dos autores.

Os compositores canadenses há haviam sugerido o sistema em 2007. Na época, eles sugeriam um aumento de R$ 5 na conta de banda larga para custear o compartilhamento de arquivos na web.

A proposta foi endossada pela Coalizão de Criadores de Música do Canadá (CMCC, na sigla em inglês), mas a Associação da Indústria Fonográfica do país disse que o modelo não ‘resolveria os problemas da indústria’.

A ideia foi deixada de lado por um tempo, mas voltou a ser falada agora. O presidente da Associação de Compositores, Eddie Schwartz, propôs um novo modelo com uma taxa de US$ 10 que possivelmente começará a ser testado no final deste ano.

“Todos os direitos que temos já estão previstos nas leis de copyright do Canadá. Tudo o que temos que fazer é lançar um modelo de negócios que monetize o compartilhamento de arquivos”, disse ele.

No Brasil uma proposta parecida foi sugerida por pesquisadores do Gpopai-USP no fim do ano passado, época do fim da consulta pública sobre a Reforma da Lei de Direitos Autorais. 

No projeto não há manifestações de concordância ou discordância, mas o acréscimo de um novo capítulo na lei: o artigo 88-B, que criaria uma licença pública remunerada para legalizar o compartilhamento de arquivos pela internet.

O artigo foi feito por pesquisadores da UFRJ e do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai-USP), que criticou a falta de regulamentação sobre troca de arquivos online na nova legislação. O tema, diz o pesquisador do Gpopai Pablo Ortellado, está em discussão há dez anos na comunidade internacional. O Brasil deveria, na opinião dele, aproveitar a revisão da lei para incluir um dispositivo que garantiria a descriminalização da pirataria e a remuneração aos autores cujas obras sejam compartilhadas.

A proposta é a seguinte: os usuários de banda larga teriam um acréscimo de R$ 3 na conta mensal. Segundo o Gpopai, isso geraria arrecadação de R$ 450 milhões ao ano, “quase um ECAD”. “Dinheiro suficiente para remunerar os envolvidos na cadeia produtiva”, diz Ortellado.

Um sistema parecido de licença pública é adotado em outros países do mundo. O alemão Volker Grassmuck, pesquisador do Gpopai, foi quem detalhou como funcionaria a licença brasileira. Para ilustrar, ele volta ao passado: quando os gravadores permitiram às pessoas fazerem cópias privadas em suas casas, o governo alemão embutiu uma taxa de direitos autorais em equipamentos de gravação. Agora, diz Volker, as mudanças tecnológicas pedem outra mudança legislativa. “Há tsunami de criatividade. E, novamente, as velhas regras tornaram-se sem sentido.”

Não há ainda no mundo uma licença pública para o P2P. Mas o Brasil, diz Volker, é o país certo para essa inovação. “A licença certamente irá encontrar resistência feroz. Mas quando os artistas e o público brasileiros decidirem por isso, nada poderá detê-los. O momento é propício.”Foi criada uma petição online, assinada por pesquisadores, advogados, produtorese músicos, para que a proposta fosse considerada pelo Ministério da Cultura. Ainda não há nenhum sinal disso.Se quiser apoiar a petição, acesse "Petição: Compartilhamento legal!".

O que é P2P?
P2P (do inglês peer-to-peer, que significa par-a-par) é um formato de rede de computadores em que a principal característica é descentralização das funções convencionais de rede, onde o computador de cada usuário conectado acaba por realizar funções de servidor e de cliente ao mesmo tempo.

Seu principal objetivo é a transmissão de arquivos e seu surgimento possibilitou o compartilhamento em massa de músicas e filmes. Com a crescente utilização da rede P2P para este fim, cada vez mais surgem programas para este fim, porém nem sempre eles atendem às expectativas do usuário.

Diversas redes operam hoje em dia nestes moldes de compartilhamento, entre elas Kademlia, Gnutela, Kad Network e SoulSeek. Alguns programas valem a pena ser citados quando o assunto é compartilhamento P2P: SoulSeek, eMule, LimeWire, Ares Galaxy, Shareaza, DreaMule, iMesheMorpheus. Caso prefira, acesse a categoria de Compartilhadores P2P do Baixaki e conheça mais programas que operam deste modo

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segunda-feira, 21 de março de 2011

SAÚDE: Serviço de saúde precisa de recursos que estão além da capacidade das Prefeituras

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Em 2010, o serviço de saúde de Dourado realizou mais de 41 mil atendimentos a pacientes da cidade e Comentando A Notícia
É só ler jornais, ligar o rádio ou a televisão que você vai ler, ouvir ou ver noticias sobre as dificuldades que a população enfrenta para ser atendida no sistema público de saúde. 

O problema é muito mais complexo do que se imagina. Embora elogiado por alguns, o Sistema Único de Saúde (SUS), está em colapso e é hora de se pensar em uma nova forma que atenda as necessidades e os anseios da população. 

O modelo atual parece não satisfazer o clamor popular. O Poder Legislativo e o Governo precisam pensar e discutir um sistema de saúde que funcione melhor e que seja mais ágil e viável aos brasileiros.

Os investimentos aplicados na saúde, apesar de parecerem pequenos, correspondem a cifras financeiras bastante elevadas. Em Dourado, só no ano passado, a Prefeitura investiu 26,5% do seu Orçamento em saúde. 

Esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 3,7 milhões do total do Orçamento anual da Prefeitura, estimado em R$ 15 milhões.

A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que os municípios invistam no mínimo de 15% de seu orçamento anual nesta área, os estados 12%; ocorre que os municípios têm investido muito além desses percentuais. 

Na verdade está havendo transferência de responsabilidades das altas esferas governamentais para os municípios, que não estão recebendo os recursos na mesma proporção das atribuições.

Outro fator que dificulta o melhor atendimento na área da saúde é tem a ver com o abuso de pacientes com patologias crônicas, que não aceitam suas doenças ou não tomam a medicação de forma adequada — muito menos fazem a dieta recomendada pelo médico, procurando o atendimento ambulatorial mais do que realmente necessitam. 

Se seguissem as recomendações médicas, com prevenção adequada e se tomassem seus medicamentos de acordo com a prescrição e orientação do médico, as dificuldades seriam menores.

Existem mais fatores que são determinantes para aumentar o problema do sistema de saúde. Além do alto custo e da falta de médicos no mercado de trabalho, com a evolução da ciência e da tecnologia, novos medicamentos surgiram, os meios de diagnósticos estão mais eficientes e a expectativa de vida do brasileiro aumentou — as pessoas vivem mais e, com isso, aparecem mais doenças crônicas e em maior quantidade para serem tratadas.

É preciso ter um pouco mais de respeito pela própria saúde. A cura não vem somente por meio de remédios e consultas médicas. É preciso prevenção, cuidados com o corpo e ter uma cabeça positiva que não fique procurando doenças. 

Tem pessoas que não consegue conversar sem falar em dores, medicamentos, médicos ou doenças. São os que mais frequentam os ambulatórios e os que oneram mais o sistema de saúde. Problemas familiares, emocionais, financeiros, aumentam as doenças psicossomáticas que são patologias criadas no imaginário dos pacientes, e acabam se transformando em doenças fisiológicas.

É preciso melhorar o acolhimento, com maior respeito aos pacientes. É preciso mais respeito dos pacientes com os funcionários, mais consciência da população com o uso do que lhe é oferecido.

Segundo o Censo realizado ano passado pelo IBGE, Dourado tem 8.607 habitantes. O Departamento de Saúde informa que foram atendidos entre os ambulatórios (postos de saúde) e o Pronto Socorro, 41.293 pacientes. 

Isto significa que a população toda de Dourado passou quase cinco vezes pelos médicos do município durante o ano. A Organização Mundial de Saúde preconiza, no mínimo, dois atendimentos ano por habitante.

Alguns cidadãos dizem que Dourado não tem médico. Não é verdade. Dados oficiais de atendimentos feitos pelo serviço de saúde de Dourado em 2010 mostram o contrário. Se Dourado não tem médico, quem atendeu estes pacientes?

Os principais atendimentos em saúde pública feitos em 2010

Consultas médicas ambulatoriais: 21.474

Consultas médicas de urgência e emergência:
• Pronto Socorro Municipal:18.873
• Procedimentos realizados:10.625
• Transferências de emergência:139
• Pacientes em observação até 8 horas: 2.240

Consultas para tratamento odontológico:
• Primeira consulta:1.687
• Procedimentos:3.482

Exames realizados:
Ultrassonografia:696
Raio X :1.032
Exames laboratoriais:12.684

Encaminhamentos para médicos especialistas: 837
Exames de glicemia capilar:5.106
Procedimentos de enfermagem: 25.112 
Visitas domiciliares pelo Programa Saúde da Família: 46.203
Visitas domiciliares feitas por medicos: 801
Visitas domiciliares feitas por enfermeiras:989
Visitas domiciliares feitas por técnicas de enfermagem :9.228
Sessões de fisioterapia:1.905
Programa Melhor Idade em Ação: 59 inscritos
Medicamentos distribuídos pelo Dose Certa (Governo):96.800
Medicamentos de alto custo:22.000
Medicamentos distribuídos pela Prefeitura:537.063
Vacinas:5.626
Exame do pezinho:97
Combate a dengue: visita domiciliar:16.101
Combate a dengue: visitas a pontos estratégicos:216
Visitas em imóveis especiais:105
Visita de inspeção sanitária :189
Emissão de Licença de funcionamento:35
Prevenção Saúde da Mulher:418

Prevenção Câncer Bucal:
Pacientes examinados:120
Pacientes que apresentaram lesões reversíveis:13
Fonte: Site da Prefeitura de Dourado

Comentando A Notícia:
Como já deixamos claro o Dourado Hoje divulga dados, analises e pontos de vista, mesmo não sendo compartilhado por nós, é o caso do acima veiculado, que é uma analise da prefeitura de Dourado sobre o estado da saúde em nosso município. Discordamos de quase tudo, dos números, não temos dados para contesta-los, vamos aceitar os veiculados.

- "O Sistema Único de Saúde (SUS), está em colapso e é hora de se pensar em uma nova forma que atenda as necessidades e os anseios da população", o colapso citado não tem a ver com o modelo, que é o mais justo, pois preconiza saúde para todos, respeitando a sua 
individualidade, o problema do SUS é de gestão, é um problema de competência, o modelo não tem nada a ver com os problemas, e tem 
mais, o que se colocaria no lugar, tenho medo só de pensar, burocratas, que só pensam em números, propondo mudanças para o que eles 
não conhecem;

-"A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que os municípios invistam no mínimo de 15% de seu orçamento anual nesta área, os estados 12%; ocorre que os municípios têm investido muito além desses percentuais. Na verdade está havendo transferência de responsabilidades das altas esferas governamentais para os municípios, que não estão recebendo os recursos na mesma proporção das atribuições.", absoluta 
verdade, alias verdade que derruba o argumento sobre o modelo SUS, o que acontece, primeiro que a saúde sempre foi negligenciada 
pelos governantes, hora, se esta na lei, que Estados e governo federal tem um mínimo para repassar, os prefeitos deveriam procurar o 
amparo da justiça, por que não fazem, só eles mesmos poderiam responder. Falta de recursos para o SUS por descumprimentos da lei de 
responsabilidade fiscal e negligencia dos prefeitos, salvo as exceções de praxe, junto com má gestão. Então tem que mudar o que? O SUS? 
Ou a maneira de se encarar as responsabilidades com a Saúde?

- R$ 3,7 milhões do total do Orçamento anual da Prefeitura, estimado em R$ 15 milhões, é muito para a saúde? Para o bem estar dos cidadãos, não creio que seja, saúde e educação deveriam ser prioridades absolutas e sem reclamações;

- "Abuso de pacientes com patologias crônicas", colocar sobre os ombros de pessoas que sofrem enfermidades crônicas o ônus do serviço de saúde ser reconhecidamente de péssima qualidade, é de uma perversidade atróz, ficamos assim, a culpa dos serviços de saúde não 
funcionarem é dos doentes e não da má gestão do dinheiro publico investido na saúde, idéias como essa disseminadas por quem deveria 
cobrar melhor atuação do pessoal envolvido no atendimento, joga o pessoal da saúde contra os usuários do serviço e vice versa, nada 
acrescenta e tumultua.

-"Além do alto custo e da falta de médicos no mercado de trabalho, com a evolução da ciência e da tecnologia, novos medicamentos surgiram, os meios de diagnósticos estão mais eficientes e a expectativa de vida do brasileiro aumentou — as pessoas vivem mais e, com 
isso, aparecem mais doenças crônicas e em maior quantidade para serem tratadas". Aqui primeiro dizem que falta médicos, para mais 
adiante dizerem que não falta e depois colocam a culpa no aumento da expectativa de vida de todos nós, na evolução da ciência e 
tecnologia e nos meios de diagnósticos mais eficientes, para a baixa qualidade do serviço que prestam à população. Dizer o que desse 
raciocínio.

-"Tem pessoas que não consegue conversar sem falar em dores, medicamentos, médicos ou doenças. São os que mais frequentam os ambulatórios e os que oneram mais o sistema de saúde. Problemas familiares, emocionais, financeiros, aumentam as doenças 
psicossomáticas que são patologias criadas no imaginário dos pacientes, e acabam se transformando em doenças fisiológicas". Ora, se estas 
pessoas realmente não tivessem dor nenhuma, elas teriam no mínimo que ter atendimento psicológico, não serem ridicularizadas em site 
oficial da prefeitura, por que saúde é bem estar.

- "É preciso melhorar o acolhimento, com maior respeito aos pacientes. É preciso mais respeito dos pacientes com os funcionários, mais consciência da população com o uso do que lhe é oferecido". Realmente precisa-se melhorar o acolhimento e não é pouco não, é muito. Acolhimento é a maneira humana com que se recebe as pessoas que procuram atendimento, a dor, a aflição por ter um parente com dor, 
com uma doença, tem que ser levado em consideração, por quem atende estas pessoas. Isso é treinamento. Dá para fazer, precisa querer.

- "Alguns cidadãos dizem que Dourado não tem médico. Não é verdade. Dados oficiais de atendimentos feitos pelo serviço de saúde de Dourado em 2010 mostram o contrário. Entre os ambulatórios (postos de saúde) e o Pronto Socorro, 41.293 pacientes. Se Dourado não tem 
médico, quem atendeu estes pacientes?" Quantidade de atendimento não tem nada a ver com qualidade no atendimento, podemos 
explicar esses números de diversas formas, como por exemplo, pelo atendimento que não resolve o problema do usuário. Quanto à 
pergunta "Se Dourado não tem médico, quem atendeu estes pacientes?" Se tem mesmo porque se faz esta afirmação: "Além do alto custo 
e da falta de médicos no mercado de trabalho"... tem ou não tem? Tem no Aeroporto? Tem na Popular? E no Centro tem? Quantos PSFs 
existem, eram três e agora, quantos são?
São perguntas que fazemos a quem de direito e que teremos muita satisfação de veicular aqui no Dourado Hoje, torcendo para que sim, tenhamos médicos em todos os Postos de atendimento e que tenhamos ainda três PSFs. 

Em tempo, quero deixar claro que sempre que precisei de atendimento para meu filho, sempre fui muito bem atendido, quando precisei de ambulância diversas vezes para sua transferência, sempre fui prontamente atendido. Nunca tomei este pronto atendimento como privilégio e sim como 
atendimento que deveria ser dado a qualquer usuário dos serviços de saúde que em hora de aflição precisassem. Agradeço por eles, mas 
não deixarei nunca de colocar em debate os problemas da comunidade
Luis Mario
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