domingo, 22 de maio de 2011

NUTRIÇÃO: Café da manhã rico em proteínas reduz apetite

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Ingestão da substância está ligada a alteração 
cerebral que eleva saciedade
Café da manhã: a refeição pode ajudar no controle da fome, principalmente se for rica em proteínas
Optar por um café da manhã saudável, especialmente com alto teor de proteínas, pode aumentar a sensação de saciedade e reduzir o apetite durante o resto do dia. De acordo com pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Missouri, e publicada no periódico Obesity, a ingestão de proteínas pela manhã arrefece os sinais emitidos pelo cérebro que estimulam a motivação para comer e o comportamento alimentar de recompensa.

“Comer no café da manhã é importante e já se sabia disso. Essa pesquisa ressalta, no entanto, que essa refeição é uma estratégia valiosa para controlar o apetite e regular a quantidade de alimento que consumimos”, diz Heather Leidy, que participou da pesquisa.

No estudo, fome e saciedade foram avaliadas de dois modos: medindo-se a sensação de apetite e os marcadores hormonais envolvidos. Ambos foram relacionados às motivações psicológicas para comer, como a recompensa. Exames de ressonância magnética também foram feitos para identificar a atividade cerebral em regiões específicas relacionadas à alimentação e à recompensa.

O grupo de jovens voluntários foi, então, dividido em três turmas: os que não tomavam café da manhã, os que comiam cereais e leite e aqueles que ingeriam uma refeição rica em proteínas. Todos os grupos passaram por exames de ressonância magnética antes do almoço. Ao final de cada uma das três semanas em que durou o estudo, os jovens preenchiam questionários com perguntas sobre apetite e saciedade.

Quando comparados àqueles que não se alimentavam no café da manhã, os dois grupos que faziam o desjejum apresentaram taxas mais altas de saciedade e redução da fome. Os exames de ressonância mostraram ainda que as atividades nas regiões do cérebro que controlam a motivação alimentar e a recompensa eram menores antes do almoço entre esses voluntários. As pessoas que ingeriam grandes quantidades de proteína declararam ainda maior redução no apetite e aumento significativo na saciedade.
Fonte: Veja.com

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

NOSSA CIDADE: 19 de Maio

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Em artigo veiculado no Site da Prefeitura de Dourado, sem autoria definida, que divulgamos no dia 02 de Maio, não deixa claro para o leitor o que é a Casa de Acolhimento. Clic aqui e continue lendo
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O Ontem, o Hoje e o Amanhã
Já publicamos a programação das festividades do aniversário de Dourado, publicaremos brevemente, como foram todas estas festividades, mas hoje dia 19, queremos fazer uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro de nossa cidade.

Tivemos um passado glorioso, a Estrada de Ferro, nossas indústrias nos mais diversos campos, aqui muito se produzia, nosso pungente comércio, aqui muito se vendia. Mas é passado é história.

O Hoje:  nossa cidade esta toda asfaltada, temos prédios públicos conservados, nossas crianças tem, todas elas , vagas em nossas escolas. Temos transporte coletivo barato que pode levar o douradense para todos os cantos de nossa cidade. Temos também uma escola mal avaliada, nota cinco e pouco para as primeiras series e menos de cinco para os "oitavos e nonos" anos não nos leva a lugar nenhum, mesmo tendo a desculpa que estamos na media do estado, só os acomodados se contentam com isso, na saúde vivemos uma crise de anos, sem que se consiga ver uma luz no fim do túnel. Na criação de empregos, nada, nem uma unica política publica para  incentivar a criação de empregos.

O Amanhã é o que mais importa, quais são as perspectivas de nossa cidade, no meio de cidades pungentes, de cidades competitivas. Em campos que também precisamos atuar, elas estão na serie A e nós com muita boa vontade estamos na serie C. Como vamos fazer para lidar com este "Nosso Futuro", tudo depende de nossa atuação agora, no Hoje.

O Dourado Hoje vai colocar para debate estes nossos desafios, estamos abertos para publicar idéias de como fazer isso, como tirar dourado dessa letargia, como nós douradenses podemos influenciar o futuro de nossa cidade.

Vamos começar debatendo a Saúde, a Educação e a Criação de Empregos.

O primeiro Post, em NOSSOS DESAFIOS sera: Como vamos lidar com a total falta de recursos para o setor hospitalar em Dourado. O que precisamos? O que podemos? como faremos?

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Senado aprova projetos que ampliam frequência escolar
A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira o projeto do ex-senador Wilson Mattos (PSDB-PR) que aumenta de 800 para 960 horas-aula o tempo mínimo de ensino nos níveis fundamental e médio das escolas públicas de todo o país. Clic aqui e continue lendo

terça-feira, 17 de maio de 2011

VIDA MODERNA: PlayBook da RIM começa a chegar à Europa

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Escola de Futebol em Dourado
O Professor Sérgio Secundino dos Santos, Serginho Dourado, como é conhecido pelos amigos, inicia 2011 dando prosseguimento as aulas de futebol aos jovens de Dourado no Parque São Pedro. Ao todo são 140 crianças divididas entre idades de 7 a 14 anos de quarta-feira aos sábados.Clic aqui e continue lendo
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Está confirmada a data de início da comercialização do novo tablet PC da RIM na Europa, para o próximo dia 16 de Junho
O Reino Unido é o país escolhido para receber o dispositivo em primeira mão fora do continente americano, onde o PlayBook estreou recentemente. Pelo menos uma loja (a Insight, que confirmou o lançamento britânico) o dispositivo já está em pré-reserva para o mercado empresarial, com entregas previstas a partir de dia 16 do próximo mês. 

Outras datas européias de lançamento, como a chegada a Portugal, não são ainda conhecidas, como o TeK teve oportunidade de confirmar com a empresa há poucos dias. 

A confirmação da primeira data de lançamento do PlayBook na Europa chegou um dia depois da RIM ter admitido que teve de recolher cerca de mil unidades do tablet, depois de ter identificado um problema de software que afetava a capacidade dos dispositivos carregarem software, durante a configuração inicial do dispositivo. 

Segundo a RIM, apenas a versão de 16GB foi afetada pelo problema, detectado em dispositivos que, na maior parte dos casos, ainda não tinham chegado às mãos dos consumidores. 

O PlayBook marca a primeira investida da RIM no mercado de tablet PCs. Estreia também a aposta da fabricante numa nova plataforma de software, a QNX, que faz uma evolução face ao BlackBerry SO, que equipa os smartphones conhecidos pela mesma marca.
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VIDA MODERNA: 84º Aniversário de Tom Jobim
Dia 25 de janeiro, o Google preparou uma bela homenagem ao aniversário de 84 anos de Tom Jobim. Clic aqui e continue lendo

VIDA MODERNA: Saiba quais as marcas de tablet preferidas

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Estudo sobre a repercussão do mercado de tablets no Twitter aponta que o iPad é o tablet mais lembrado e desejado pelos usuários do microblog, seguido pelo Xoom, da Motorola, e pelo Galaxy Tab, da Samsung
A pesquisa foi feita no período de 16 a 27 de abril, foi computado um volume total de 133.006 tweets. O levantamento, realizado pela empresa E.life, isolou depoimentos que citavam o termo “tablet” ou as marcas e produtos Acer (Iconia), Apple (iPad), Asus (Elepad), Dell (Inspiron Duo e Latitude), HP (Tablet PC e TouchPad), iTablet, LG (Optimus), Motorola (Xoom) e Samsung (Galaxy Pad).

Dos 133.006 tweets monitorados, 124.046 citavam o iPad, da Apple (o que representa 93,3% da amostra), enquanto o Xoom, da Motorola, foi mencionado em 5.235 mensagens (3,9% da amostra) e o Galaxy Tab, da Samsung, em 3.850 tweets (2,9% da amostra).

Entre os principais termos associados ao iPad, a maioria estava relacionada a sorteios realizados no microblog. Grande parte das mensagens sobre o Xoom comparava o produto ao tablet da Apple e da Samsung. Os tweets com referência ao Galaxy Tab, por sua vez, estavam associados, sobretudo, a promoções no Twitter, com destaque para o perfil @notaderodape, que realizou uma ação em parceria com a empresa Telemadrid.

Além das marcas monitoradas, também ganharam destaque no período analisado os tablets Win Tab Moove, da empresa Moove, e o V9, da ZTE, em decorrência ao anúncio feito nos dias 26 e 27 de abril sobre a previsão de lançamento desses produtos no mercado brasileiro para o mês de maio.

A E.life analisou ainda 10.049 mensagens postadas no microblog com o termo “tablet” e identificou que grande parte dos internautas que falam sobre o assunto não possui o produto, mas têm o desejo de consumo. 

O buzz sobre o tema no Twitter é fortemente relacionado a sorteios e promoções realizados por alguns perfis. A alta adesão apresentada por essas ações indica a expectativa dos usuários por adquirir tablets. Outros pontos que influenciaram no volume de mensagens foram a divulgação de notícias sobre novos produtos no mercado e novas funcionalidades. 

Os picos de menções sobre tablets no Twitter variaram no período, mas ocorreram principalmente entre 15 e 18 horas.
Fonte: adnews.com.br
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TECNOLOGIA: Gliese 581d: Primeiro exoplaneta habitável

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Zona habitável:
O sistema planetário em torno da anã vermelha Gliese 581, uma das estrelas mais próximas do Sol, tem sido objeto de vários estudos com o objetivo de confirmar a detecção do primeiro exoplaneta potencialmente habitável
A chamada "zona habitável" em torno das estrelas representa a faixa de distâncias em que os
 planetas não são nem muito frios e nem muito quentes para que a vida possa florescer,
 com uma temperatura suficiente para manter a água em estado líquido.
Desde que o sistema revelou o exoplaneta mais parecido com a Terra, em 2007, até a proposição de que o Gliese 581g estaria bem no centro da zona habitável, em 2010, todos os candidatos à posição de "primeiro exoplaneta habitável" têm sido descartados por observações subsequentes.

Agora, contudo, um grupo de cientistas do Instituto Pierre Simon Laplace, da França, acredita ter encontrado indícios suficientes para demonstrar que o Gliese 581d pode ser considerado o primeiro exoplaneta capaz de abrigar a vida como ela existe na Terra.

A chamada "zona habitável" em torno das estrelas representa a faixa de distâncias em que os planetas não são nem muito frios e nem muito quentes para que a vida possa florescer, com uma temperatura suficiente para manter a água em estado líquido.

Extremos climáticos:
Embora o Gliese 581g parecesse estar em uma posição privilegiada dentro da zona habitável, várias equipes questionaram a sua detecção - ou seja, ele pode simplesmente não existir, sendo resultado de ruído nas medições ultra-finas do "balanço" estelar, necessárias para detectar exoplanetas nesse sistema.

Então a atenção se voltou para o Gliese 581d:
Inicialmente ele foi considerado longe demais da estrela - e, portanto, frio demais para a vida. Ao contrário, análises posteriores mostraram que, se o planeta tivesse oceanos líquidos como a Terra, eles evaporariam rapidamente, em um efeito semelhante ao que deu a Vênus o clima quente e inóspito que tem hoje.

Mas Robin Wordsworth e seus colegas do Laboratório de Meteorologia Dinâmica, em Paris, discordam dessas análises.

Simulação atmosférica:
Embora seja provavelmente um planeta rochoso, o Gliese 581d tem uma massa de pelo menos sete vezes a da Terra e cerca de duas vezes o seu tamanho.

O maior problema, contudo, é que, além de receber menos de um terço da energia solar que chega à Terra, ele parece ter uma "órbita travada", com um lado permanentemente dia e o outro permanentemente noite - os dados não são precisos o suficiente para uma conclusão definitiva e pode ser que o planeta gire muito lentamente.

Com isto, a crença geral era que, qualquer atmosfera espessa o suficiente para manter o planeta aquecido, ficaria fria o suficiente no lado noturno para congelar por completo, arruinando qualquer perspectiva de um clima habitável.

Para testar essa hipótese, Wordsworth e seus colegas desenvolveram um novo tipo de modelo computacional capaz de simular com maior precisão o clima de um exoplaneta.

O modelo simula a atmosfera e a superfície de um planeta em três dimensões, de forma parecida com os usados para estudar as mudanças climáticas na Terra.

No entanto, o simulador é baseado em princípios físicos mais fundamentais, permitindo a simulação de uma gama muito mais ampla de condições, incluindo qualquer coquetel atmosférico de gases, nuvens e aerossóis.
Modelo climático global do Gliese 581d. Tons vermelho/azul indicam temperaturas
quentes/frias, enquanto as setas indicam velocidades do vento a 2km de altitude.
Céu azul e céu vermelho:
Para sua surpresa, os pesquisadores descobriram que, dada uma atmosfera de dióxido de carbono densa o suficiente - um cenário provável em um planeta tão grande - o clima do Gliese 581d não somente é estável, mas quente o suficiente para abrigar oceanos, nuvens e chuva.

Um dos fatores-chave nos resultados foi o chamado espalhamento Rayleigh, o fenômeno que faz com que o céu da Terra seja azul.

No Sistema Solar, o espalhamento Rayleigh limita a quantidade de luz solar que uma atmosfera espessa pode absorver, porque uma grande parte da luz azul que se dispersa é imediatamente refletida de volta ao espaço.

No entanto, como a luz da estrela Gliese 581 é vermelha, ela praticamente não é afetada no Gliese 581d.

Isto significa que a luz pode penetrar mais profundamente na atmosfera, aquecendo mais o planeta devido ao efeito estufa da atmosfera de CO2 e ao efeito das nuvens de gelo de dióxido de carbono previstas para se formarem a altas altitudes.

Além disso, as simulações da circulação 3D indicaram que o aquecimento diurno é eficientemente redistribuído por todo o planeta através da atmosfera, impedindo o colapso atmosférico no lado noite ou nos pólos.

Telescópios do futuro:
O resultado entusiasmou ainda mais os cientistas porque, a 20 anos-luz da Terra, o Gliese 581d é um dos nossos vizinhos galácticos mais próximos. Isto significa que os telescópios do futuro poderão ser capazes de detectar a atmosfera do planeta diretamente.

Embora esta simulação indique que o Gliese 581d possa ser habitável, há outras possibilidades.

Por exemplo, ele poderia ter mantido uma parte do seu hidrogênio na atmosfera, como Urano e Netuno, ou os fortes ventos de sua estrela poderiam ter varrido sua atmosfera inteiramente nos primórdios de sua formação.

Para detectar esses diferentes cenários, o grupo elaborou uma série de testes simples que os astrônomos deverão realizar no futuro, quando contarem com um telescópio suficientemente poderoso.

Geocentrismo:
Se o Gliese 581d for realmente habitável, ainda assim ele seria um lugar bastante estranho para se visitar - o ar denso e as nuvens espessas manteriam a superfície em um crepúsculo vermelho escuro perpétuo.

Além disso, sua grande massa significa que a gravidade na superfície é de cerca de duas vezes a gravidade na superfície da Terra.

No longo prazo, contudo, a mais importante implicação desses resultados pode ser a ideia de que os exoplanetas capazes de suportar a vida na verdade não precisam ser assim tão parecidos com a Terra.

Bibliografia:
Gliese 581d is the first discovered terrestrial-mass exoplanet in the habitable zone
R.D. Wordsworth, F. Forget, F. Selsis, E. Millour, B. Charnay, J-B. Madeleine
The Astrophysical Journal Letters
12 May 2011
Vol.: Accepted Paper
http://arxiv.org/abs/1105.1031
Fonte: inovação Tecnológica 
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MEIO AMBIENTE:Briquete, um bom negócio para o bolso e para a natureza
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

NOSSA CIDADE: Entidades recebem 500 quilos de alimento em doação

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A Prefeitura de Dourado, através do departamento de Trabalho e Assistência Social, com ajuda do vice-prefeito, distribuiu 500 quilos de feijão para as três entidades do município
Asilo Sociedade São Vicente de Paula, Centro Juvenil São Domingos Sávio e 
a Associação de Paes e Amigos (Apae).
O feijão foi doado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, (Ceagesp), através da central de Araraquara. E a entrega foi feita com a presença do diretor do departamento de Trabalho e Assistência Social, Ricardo Sérgio Fattore.
Fonte: Site da Prefeitura de Dourado
O Povo quer saber:
Qual a ajuda do Sr. Vice prefeito? Se ele ajudou, precisa receber os méritos, qual foi a sua ajuda? O povo quer saber. 

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SAÚDE: POSIÇÃO Financeira - Novembro de 2010
Associação da Criança de Dourado -Casa de Saúde Santa Emilia - Dourado - SP. (Obs. Estamos em Maio e não se tem mais posição nenhuma). Clic e continue lendo

sábado, 14 de maio de 2011

PONTO E CONTRA PONTO: MEC distribui livro didático que defende erro de concordância

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PONTO: O livro de português distribuído pelo órgão defende que a maneira como as pessoas usam a língua deixe de ser classificada como certa ou errada
Um livro de português distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) para quase meio milhão de alunos defende que a maneira como as pessoas usam a língua deixe de ser classificada como certa ou errada e passe a ser considerada adequada ou inadequada, dependendo da situação.

Na semana em que o Jornal Nacional tem discutido os maiores problemas do Brasil na educação, os argumentos da autora do livro e as reações que provocaram estão na reportagem de Júlio Mosquéra.

A defesa de que o aluno não precisa seguir algumas regras da gramática para falar de forma correta está na página 14 do livro “Por uma vida melhor”. O Ministério da Educação aprovou o livro para o ensino da língua portuguesa a jovens e adultos nas escolas públicas.

Ele apresenta a frase: "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado", com a explicação: "Na variedade popular, basta que a palavra ‘os’ esteja no plural". "A língua portuguesa admite esta construção".

A orientação aos alunos continua na página 15: "Mas eu posso falar 'os livro'?". E a resposta dos autores: "Claro que pode. Mas com uma ressalva, ‘dependendo da situação a pessoa corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico’”.

Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a intenção é mostrar que o conceito de correto e incorreto deve ser substituído pela ideia de uso adequado e inadequado da língua. Uso que varia conforme a situação. Ela afirma que não se aprende o português culto decorando regras ou procurando o significado de palavras no dicionário.

“O ensino que a gente defende e quer da língua é um ensino bastante plural, com diferentes gêneros textuais, com diferentes práticas, diferentes situações de comunicação para que ess desenvoltura linguística aconteça”, declarou ela.

O Ministério da Educação informou em nota que o livro “Por uma vida melhor” foi aprovado porque estimula a formação de cidadãos capazes de usar a língua com flexibilidade. Segundo o MEC, é preciso se livrar do mito de que existe apenas uma forma certa de falar e que a escrita deve ser o espelho da fala.

O Ministério da Educação disse que a escola deve propiciar aos alunos jovens e adultos um ambiente acolhedor no qual suas variedades linguísticas sejam valorizadas e respeitadas, para que os alunos tenham segurança para expressar a "sua voz".

A doutora em sociolinguística Raquel Dettoni concorda que é preciso respeitar o falar popular, que não pode ser discriminado. Mas ela enfatiza que a escola tem um objetivo maior, que é ensinar a língua portuguesa que está nas gramáticas.

“Se a escola negligencia em relação a este conhecimento, o aluno terá eternamente uma lacuna quando ele precisar fazer uso disso no seu desempenho social. Nós não podemos desconsiderar que a função social da escola, com relação ao ensino de língua, de língua portuguesa, é em principio, prioritariamente ensinar os usos de uma norma mais culta”, destacou.

O Ministério da Educação informou ainda que a norma culta da língua portuguesa será sempre a exigida nas provas e avaliações.
Fonte: gazetaweb.globo.com

CONTRA PONTO: Livro didático faz a apologia do erro: exponho a essência da picaretagem teórica e da malvadeza dessa gente
Por Reinaldo Azevedo
Começo este texto pelo óbvio: o nome é péssimo. “Por Uma Vida Melhor” pode ser título de livro de medicina, de religião e de auto-ajuda, mas não de língua. Gabriel Chalita, que me lê com enorme prazer secreto, vai pensar: “Esse nome me pertence”, enquanto escreve seu 437º volume sobre filosofia criativa, depois de mandar mais uma carta fofa para o padre Fábio de Melo, aquele que canta e encanta.

Terá certamente uma vida melhor o aluno que dominar o instrumental da norma culta da língua, contra o qual o livro se posiciona abertamente. Assim, esse “instrumento didático” que conta com o endosso do MEC, se algum efeito tiver, será no sentido de piorar a vida do estudante; na melhor das hipóteses, contribui para mantê-lo na ignorância.

Onde está a fraude intelectual do negócio? Sim, é um negócio! Abaixo, segue reproduzida uma página do livro em que os autores defendem por que é perfeitamente aceitável dizer e, fica claro!, escrever:
(se a leitura estiver difícil, clique na imagem que ela será ampliada).
“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado“.

O que vai na imagem acima é só uma conversa mole descrevendo por que, para usar a linguagem técnica, o “emissor” conseguiu transmitir uma “mensagem” eficiente. Ocorre que o fenômeno da comunicação e, por conseqüência, da cultura vai, e tem de ir, muito além da simples eficiência. Ora, comunicamo-nos o tempo todo por códigos que não são verbais. Um simples arquear de sobrancelhas diz muito mais, a depender do contexto - como bem sabem todos aqueles que têm filhos adolescentes - do que um discurso articulado em palavras. Nem por isso a escola vai se ocupar agora de decodificar esses sistemas pessoais de comunicação.

Uma coisa é explicar por que uma mensagem fora do padrão formal da língua funciona; outra, diferente, é atestar a sua validade como uma variante da língua. Não dá! Português não é inglês, por exemplo. Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. O que esses mestres estão fazendo, sob o pretexto de respeitar o universo do “educando”, como eles dizem, é contribuir para mantê-lo na ignorância.

Uma das autoras, Heloisa Ramos, concedeu uma entrevista ao iG e demonstrou que tem talento para humorista involuntária. Ela nega que o livro faça a apologia do erro e afirma: “Esse capítulo é mais de introdução do que de ensino. Para que ensinar o que todo mundo já sabe?” Boa pergunta, minha senhora! Pra que ensinar alguém a falar errado se todo mundo já sabe fazê-lo por conta própria, não é mesmo? Sem contar que o erro, convenham, não tem norma, certo? Cada um fica livre para cometê-lo à sua maneira.

Dona Heloísa tenta negar o que seu livro explicita. Acima, nas suas páginas, lê-se com clareza inequívoca: “É importante que o falante de português domine as duas variantes e escolha a que julgar adequada à sua situação de fala”.

Faço a pergunta de sempre de Didi Mocó? “Cuma???” Ao que Mussum emendaria: “Só no forévis do povo!!!” Bons tempos em que falar errado era norma entre os “Os Trapalhões”!

Huuummm… Diga aí, professora: quando é que o erro é mais adequado do que o acerto?

A mestra segue com seu talento para o humorismo na conversa com o iG:
“Não queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem é adequada para uma situação. Por exemplo, na hora de estar com os colegas, o estudante fala como prefere, mas, quando vai fazer uma apresentação, ele precisa falar com mais formalidade. Só que esse domínio não se dá do dia para a noite, então a escola tem que ter currículo que ensine de forma gradual” .

Uau! Entendi a preocupação. Fico cá a imaginar os estudantes se martirizando, na conversa com os colegas, preocupados em empregar a norma culta, muitas vezes ensinada com o brilho que sabemos, tendo como instrumento didático um livro como “Por Uma Vida Melhor”… De resto, como diria a doutora, por que contestar o que ninguém afirmou? Quem é que disse que o domínio da norma culta vai se dar do dia pra noite?

Pra que escola?
Escola é lugar de formalização do conhecimento, segundo o padrão culto, sim, senhor! Como teria dito o próprio artista, para que se possa pintar como Picasso aos 70 anos, é preciso saber pintar como Rafael aos 5, entenderam? O leitor sabe que este escriba mesmo mescla a tal norma culta ao uso informal e sem gravata da língua. Para que se chegue a ter um estilo, uma escrita pessoal, é preciso que se tenha o domínio do instrumental técnico.

Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, que ela é importante, que, à diferença de servir à discriminação, é uma corretora de diferenças e de desigualdades.

Nem Paulo Freire…
Lá vou eu mexer com uma das divindades brasileiras - como se divindades humanas me constrangessem… Nem Paulo Freire ousou tanto na estupidez militante. Ele foi o criador de um método de alfabetização de adultos que se pretendia revolucionário. A partir do chamado “universo do educando”, de uma palavra que remetesse a um objeto ou realidade que fizesse parte do seu cotidiano, iniciava-se a alfabetização, que corresponderia, na verdade, a um processo de conscientização política que conduziria à libertação. Libertação do quê? De muita coisa, mas basicamente da tirania do capital.

Tratava-se um “bobajol” formidável, mas se diga uma coisa ao menos em defesa de Paulo Freire: sempre defendeu o uso da norma culta. Naqueles bons tempos, as esquerdas ao menos acreditavam na alfabetização do povo - para fazer revolução, claro!, mas acreditavam.

O neoesquerdismo do miolo mole, na sua fase de apologia do pobrismo, desistiu dessa bobagem. Esses vigaristas intelectuais estão certos de que o povo desenvolveu valores que lhe são próprios, que o distinguem da chamada “cultura da elite”. E deve ser respeitado por isso. A chegada do Apedeuta ao poder, com a sua compulsão de fazer a apologia da ignorância, parece dar razão prática a essa estupidez. Até parece que a complexa equação econômica em que se meteu o petismo, tendo de conservar os fundamentos do governo anterior, foi comandada por prosélitos do analfabetismo. Não foi! Ao contrário! Quem cuidou da operação foram pessoas com sólida formação intelectual.

Dona Heloísa, uma deslumbrada com o “povo”, não sabe quão reacionária está sendo; não tem idéia do autoritarismo que está na base de sua teoria. Não quero usar o exemplo pessoal. Mas sei de gente que se livrou da pobreza extrema apenas porque conseguia dominar determinados códigos de uma cultura que não seria própria àquela faixa de renda.

Pessoas que desrespeitam os pobres fazem de sua pobreza uma cultura alternativa. Gente decente reconhece o valor intrínseco de certas conquistas - como o domínio da norma culta da língua - e luta para que o acesso a esse código seja um direito de todos.

Ouvido, o MEC defendeu a adoção da obra como um dos livros de referência. Alguém aí se surpreendeu? Para encerrar: tentamos saber por que a nossa escola é tão ruim. A vertente esquerdopata-sindical vai acusar a falta de recursos e os baixos salários dos professores. Não ganham bem, mas, dada a realidade brasileira, também não ganham tão pouco. Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes. Um dos fatores que conduziram o ensino brasileiro ao desastre que aí está foi a substituição do conteúdo pelo proselitismo, trabalho conduzido pelas esquerdas “sindicalentas” da educação.
Fonte: Veja.com
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