segunda-feira, 28 de março de 2011

ENERGIA RENOVÁVEL: Energia do vento vai evitar emissão de 1,5 bilhão de toneladas de CO2

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Estudo divulgado pelo Conselho Mundial de Energia Eólica estima que a energia gerada a partir dos ventos atenderá 12% da demanda elétrica mundial em 2020 
e até 22% em 2030

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Estudo divulgado pelo Conselho Mundial de Energia Eólica estima que a energia gerada a partir dos ventos atenderá 12% da demanda elétrica mundial em 2020 e até 22% em 2030. O trabalho, em conjunto com o Greenpeace International, prevê que o mundo terá 1.000 GW em operação daqui a dez anos, evitando a emissão de 1,5 billhão de toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa.

Além dos benefícios para o meio ambiente, a energia eólica já oferece 600 mil empregos diretos e indiretos. Até 2030, a projeção é de que supere 3 milhões de vagas em todo o mundo.

Este ano, um aerogerador é colocado em operação a cada 30 minutos. Uma em cada três turbinas está sendo instalada na China, informou Sven Teske, especialista de energias do Greenpeace Internacional. A China é o maior mercado mundial de energia eólica e tem a maior indústria de aerogeradores.

O relatório foi publicado para divulgação mundial a partir do China Wind Power 2010, evento realizado em Pequim. A 3ª edição do GWEO 2010 explora três cenários até 2030: 
1) tem como referência dados da Agencia Internacional de Energia, 
2) moderado, que assume que as atuais metas para energias renováveis serão atingidas com sucesso, e 
3) avançado, que assume que todas as alternativas de políticas favoráveis para as energias alternativas serão adotadas e cumpridas.

As informações foram fornecidas pela Associação Brasileira de Energia Eólica.
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EDUCAÇÃO: Uma enciclopédia sem última página

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A maior enciclopédia do mundo faz dez anos 
agora em 2011

Quem colabora com a Wikipédia, uma das maiores marcas da Internet, diz que este é um projeto que nunca está terminado. A maior enciclopédia do mundo faz hoje dez anos.

Imagine um mundo em que todas as pessoas podem acessar livremente  todo o conhecimento humano. É isso que estamos fazendo." As palavras de Jimmy Wales podem até soar como mera utopia, mas a verdade é que este americano de 44 anos é um dos fundadores da maior enciclopédia do mundo. Wales criou a Wikipédia, uma enciclopédia online de acesso livre que conta atualmente - dez anos depois de ter nascido - com cerca de 400 mil visitas mensais, 3,5 milhões de artigos em inglês e um total de 17 milhões de artigos em 270 línguas diferentes.

Filho de um antigo gerente de uma mercearia no Alabama, Wales é viciado em Internet e desde cedo começou a descobrir as potencialidades da rede. Depois de  ter se licenciado em Finanças, começou a fazer investimentos em várias firmas ligadas à Internet e acabou por abrir a sua própria empresa.

O primeiro site de Wales era uma espécie de motor de busca dirigido ao público masculino que chegou mesmo a conter imagens eróticas. Apesar de este projeto ter falhado, foi desta empresa que partiu o financiamento para a criação daquela que hoje em dia é uma das cinco maiores marcas da Internet.

O seu fascínio por enciclopédias acompanhava-o desde pequeno e foi em 2000 que decidiu criar a Nupedia, uma enciclopédia online. Para o ajudar na tarefa, chamou Larry Sanger, um filósofo que tinha conhecido alguns anos antes. Sanger assumiu o papel de editor executivo do novo projeto, ainda bem diferente da Wikipédia que hoje conhecemos. A Nupedia era um projeto fechado à colaboração de especialistas e a idéia era incluir publicidade nos artigos, de forma a gerar lucros. Mas o processo era demasiado lento, e Sanger decidiu aplicar a tecnologia Wiki (que em havaiano significa rápido), que permitiu a colaboração online de outros utilizadores.

O sucesso da idéia levou ao encerramento da Nupedia, e há  dez anos,  foi lançada a Wikipédia: "A enciclopédia que todos podem editar."
Visite a WIKIPÉDIA
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LIVROS:Walcyr Carrasco lançou dois títulos para o iPad

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Autor Walcyr Carrasco lança dois títulos didáticos 
na plataforma da Apple
Aplicativo de US$ 10 possui ilustrações animadas e interação com o leitor

O tablet da Apple passa a contar com dois livros infantis da coleção "Todos Juntos", do autor Walcyr Carrasco: "A ararinha do bico torto" e "Meus dois pais". O aplicativo trazido pela Abril Educação, por meio da Editora Ática, conta com recursos multimídia que incluem narração, desenhos para colorir e informações sobre as personagens. No Brasil, a editora escolar é a primeira a entrar nesse mercado.

O livro "A Ararinha do Bico Torto" conta a história de Nina, uma ararinha rejeitada por seus pais e irmãos, que é resgatada por Pedro e Mário, pai e filho que adoram estar em contato com a natureza. Na versão para iPad, o leitor encontra informações sobre o habitat e os costumes dos pássaros que participam do enredo.

"Meus Dois Pais" narra a vida de Naldo, um menino que tem de conviver com a separação dos pais e a diversidade familiar. O livro é totalmente interativo, com ilustrações animadas, sugestão de atividades e a possibilidade de montar imagens com as personagens. Os aplicativos estão disponíveis na App Store e são vendidos a US$ 9,99.
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NOSSA CIDADE: Funcionários da Prefeitura participam de capacitação para novos sistema de Cadastro Único

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Alexandre Paglioni Busto e Luciana Romão Varandas participam de curso de capacitação para a nova versão do sistema de cadastro, feito pelo Governo Federal
A operadora do Cadastro Único de Dourado, Luciana Romão Varandas, que atua no Departamento de Assistência Social, participou de um curso de capacitação para a nova versão do sistema de cadastro, feito pelo Governo Federal.

O curso aconteceu no dias 3 e 4 de março, na Universidade da Caixa, em São Paulo. 

Alexandre Paglioni Busto, que atua no Departamento de Educação, também participou da capacitação. Ele é cadastrado pela Caixa Econômica Federal como “usuário master”, cuja função é cadastrar e liberar acessos aos usuários do sistema V7 do Cadastro Único.

A nova versão deve ser liberara para Dourado em aproximadamente 40 dias, depois da capacitação.

Esse novo sistema será online, com informações compartilhadas pela internet. Ele terá capacidade para armazenar uma quantidade maior de informações sobre as famílias cadastradas.

Essas informações servem para a inclusão das famílias em Programas Sociais, como o Bolsa Família, Tarifa de Energia, BPC entre outros. 

O sistema serve também para que o município promova a utilização dos dados do Cadastro Único no planejamento e na gestão de políticas públicas desenvolvidas em Dourado.

“É um sistema que visa agilizar e melhorar o atendimento ao cidadão”, resumiu Luciana.
Fonte: Site da Prefeitura de dourado
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NOSSA CIDADE: Prefeito foi a Brasília checar andamento de convênios com o Governo Federal

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O prefeito de Dourado, a Dra. Tânia, Cidinha Romano e Sami Awad Shibli estiveram em Brasília na semana passada, entre os dias 22 e 23
Cidinha Romano com, Marlene assessora do 
Ministério das Cidades
Na capital Federal, o grupo esteve nos ministérios das Cidades e do Turismo. O objetivo foi acompanhar o andamento de uma série de convênios que estão aguardando liberação.

Deles dependem a liberação de recursos para a realização de obras importantes na cidade, entre elas a modernização da Avenida da Saudade, a revitalização da Praça da Matriz e a conclusão da construção da Praça do Jardim Aeroporto.

No início deste ano, a presidenta Dilma Rousseff anunciou um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União. 

A preocupação do prefeito foi que o corte pudesse bloquear os recursos para diversos projetos que estavam prestes a terem os recursos liberados. 

“Nosso empenho é para que os recursos, especialmente para as obras de modernização da Avenida da Saudade, não façam parte do corte no Orçamento anunciado em fevereiro”, afirmou o prefeito. 

Na terça-feira, dia 15, o prefeito foi a Piracicaba, na regional da Caixa Econômica Federal, checar o andamento de convênios firmados com o Governo Federal.

Márcio Capato, gerente de Sustentação ao Negócio da Caixa, acredita que no caso específico da Avenida, os recursos devem ser liberados em breve. Mas à época ele orientou que o prefeito fosse a Brasília.

Dividida em quatro projetos, a modernização da Avenida da Saudade depende de recursos de dois ministérios — Cidades e Turismo —, totalizando mais de R$ 500 mil.

O prefeito tem urgência na liberação dos recursos, especialmente porque a recente temporada de chuvas voltou a prejudicar o tráfego de veículos.

A Prefeitura chegou a realizar uma operação tapa-buracos de emergência, utilizando concreto em vez de asfalto, na tentativa de minimizar o desconforto.

Em Brasília, assessores dos ministérios não souberam precisar se os recursos pleiteados por Dourado integram a lista de corte, mas disseram que até o dia 30 de abril, o Governo Federal deverá ter uma resposta definitiva.
Fonte: Site da Prefeitura de Dourado
Comentando a Notícia:
O Prefeito e seu staff precisam conversar muito com os Deputados autores das emendas ao orçamento federal que beneficiariam Dourado, porque segundo nossas fontes em Brasilia, vai ocorrer um corte muito forte nas emendas parlamentares, principalmente naquelas que contemplam verbas para cidades que não tenham um representante forte para brigar por elas.
Aproveitando a matéria, estou com uma dúvida que não quer calar, no site da nossa prefeitura consta que,  Marcio Adriano Ferreira Pedro, seria Chefe de Gabinete (http://www.dourado.sp.gov.br/Pagina/Default.aspx?IDPagina=230), o Marcio é o filho do Tião do Sindicato. Mas em todas as matérias  na qual o Chefe de Gabinete é citado, fala-se que a Cidinha Romano é a Chefe de Gabinete. Afinal quem é o Chefe de Gabinete do Prefeito. Tem que ser um ou outro, os dois não pode....ou pode?

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VIDA MODERNA: Amato assume ACSP e Facesp

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Rogério Amato, 62, assumiu hoje como novo presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), na mesma cerimônia Gino Torrezan assumiu  como Vice Presidente da Regional 18 da FACESP
Amato disse hoje (28), durante sua posse, em cerimônia no Clube Atlético Monte Líbano, que “não se trata de retórica da indignação, que se esgota em si mesma, mas podemos garantir que não faremos parte de uma ‘conspiração do silêncio’ em que o resultado positivo da economia faz com que os problemas existentes sejam ignorados”.

Amato deixou claro qual será o lema de sua gestão, para o biênio 2011-2013: “Mexeu com um, mexeu com todos”. Ele destacou que pretende agir na defesa da livre iniciativa e do empreendedorismo atuando em duas frentes. Uma na área institucional, representando a classe empresarial, “que é a razão da existência das Associações Comerciais”, e outra na ação prática para ajudar a facilitar a vida do empreendedor de São Paulo e do Brasil.

“Queremos atuar em conjunto com as demais entidades empresariais, sempre que essa união contribuir para fortalecer a posição da classe empresarial ou da sociedade, sem prejuízo da ação individual de cada uma”, enfatizou. Ele prometeu desenvolver uma agenda de debates sobre os grandes temas nacionais, e, igualmente, sobre as questões mais específicas que afetam os empresários.

Nesse sentido, Rogério Amato criticou o crescente intervencionismo estatal, como, por exemplo, a atuação da ANVISA legislando sobre tudo. “O aumento da burocracia, como a recente pérola da obrigatoriedade do relógio de ponto com o uso de papel, com claro retrocesso tecnológico e ambiental. O fiscalismo e o arbítrio, como a ‘penhora on line’, que não apenas afeta a empresa, mas, muitas vezes, invade a esfera individual e familiar”, destacou.

Amato prosseguiu, com outro exemplo: “A instabilidade, complexidade e insegurança jurídica, quando a empresa depende de vários órgãos públicos, que não atuam de forma coordenada, como ocorre em relação ao meio ambiente”. E para evitar que os empreendedores, sobretudo os micro, pequenos e médios, se sintam “solitários, abandonados e até acuados” diante dessa e outras situações semelhantes, o novo presidente da ACSP/Facesp vai mostrar “que ele (empreendedor) faz parte de uma comunidade que se preocupa com seus problemas, que vai apoiá-lo, orientá-lo, e procurar oferecer serviços que possam ajudar a superar suas dificuldades”.

Além disso, Rogério Amato garantiu que as ACSP e Facesp manterão as tradições transmitidas a cada nova diretoria. Nesse sentido, salientou que a atuação das Entidades não se limita à defesa retórica de seus valores, como a liberdade de empreender, respeito ao direito de propriedade e aos contratos, igualdade de oportunidades, etc, mas também as ações tomadas diante da diversidade dos desafios que se apresentam no dia a dia.

Como exemplo, Amato recordou a luta da ACSP e Facesp (que representa 420 ACs em todo o Estado) durante a Constituinte, na defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal, a criação do “Impostômetro” e as mobilizações contra a aprovação da MP 232, a prorrogação da CPMF e contra a excessiva carga tributária e burocrática existente no País. 

Finalmente, o presidente da ACSP/Facesp salientou que há outro grande desafio pela frente que as Entidades já estão enfrentando: ampliar e melhorar a prestação de serviços para os associados, já que as Associações Comerciais dependem dos seus serviços, como sempre, para garantir sua autonomia financeira. “Foi o que fizemos com a transformação de nossos serviços em uma empresa, a Boa Vista Serviços (BVS), que incorporou capital, tecnologia, novos produtos e modelos de negócios”.

Leia o discurso na íntegra:
Patriotismo, em seu sentido lato, significa “ o sentir pertencer à terra do pai”, ou à terra onde nasceu.

Tem, no entanto, um significado mais amplo que é o do “sentimento de pertencer a uma família, ou a um grupo que se mantém unido por valores, cultura, história e objetivos”. Esse é o sentido que empresto a esse termo, e que justifica o orgulho que sinto de pertencer ao movimento das associações comerciais.

Desde sua fundação por Antonio Proost Rodovalho, em 7 de dezembro de 1894, até à gestão de Alencar Burti, que ora se encerra, cada presidente da ACSP incorporou sua personalidade e suas idéias na atuação da entidade. Manteve sempre, contudo, a linha mestra representada pela tradição e valores que foram sendo transmitidos a cada diretoria.

A história registra episódios marcantes da atuação da entidade, como, por exemplo,o envolvimento da Associação na Revolução Constitucionalista de 1932, quando, além da mobilização dos empresários, organizou a logística de suprimentos das tropas paulistas, e administrou a campanha do “Ouro para o Bem de São Paulo”. Desse envolvimento, resultou a prisão e o exílio de seu então presidente, Carlos de Souza Nazareth.

Esse exemplo visa apenas demonstrar que a atuação da entidade não se limitou à defesa apenas retórica de seus valores – liberdade de empreender, respeito ao direito de propriedade e aos contratos, a contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país e pela igualdade de oportunidade. As ações da entidade tomaram diferentes formas em função da diversidade dos desafios, mas sempre mantendo a coerência dos princípios.

Para citar apenas alguns exemplos mais recentes, poderia lembrar a luta da Associação durante a Constituinte, para procurar defender a livre iniciativa, o apoio à aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, a mobilização contra a aprovação da MP 232 e a prorrogação da CPMF, a criação do Impostômetro e a atuação constante contra a excessiva carga tributária e a burocracia exagerada.

Nossa missão primordial, portanto, é a de dar continuidade à essa herança moral.

Charles Darwin, em sua genialidade, afirmou que a adaptação às mudanças é o que perpetua as espécies. Não temo afirmar que este conceito se aplica igualmente às organizações. Neste sentido, os 117 anos de existência da ACSP mostra que temos sido um exemplo raro de sucesso na adaptação às mudanças sócio econômicas e políticas ocorridas no Brasil nesse período.

Pesquisa da IBM, realizada a cada dois anos junto a mil dirigentes globais de múltiplos segmentos, para avaliar os cenários que se descortinam para as empresas e organizações, mostrou, em 2008, que o maior desafio apontado, foi a freqüência e velocidade das mudanças, e as dificuldades para as organizações se ajustarem aos novos cenários. Na última pesquisa, a de 2010, portanto bastante recente, se soma a preocupação com a complexidade crescente da atuação no novo ambiente corporativo. Permito-me adicionar um terceiro desafio, que é o de revitalizar nossa organização para torná-la atraente para as novas gerações, que tem pressa.

A esses três desafios – mudanças, complexidade e revitalização – deve-se adicionar a agilidade. Não basta adaptar-se. Será fundamental adaptar-se rapidamente. Se antigamente dizia-se que “os grandes iriam engolir os pequenos “, agora se pode afirmar que “os ágeis irão engolir os lentos””.

Precisamos entender as associações comerciais sob duas óticas distintas: a de prestadores de serviços e geradora de receitas, e a institucional, como catalisadora (defensora) dos interesses de um segmento importante e representativo da economia e da sociedade brasileira, a classe empresarial.

Na prestação de serviços, revelamos nossa capacidade de enfrentar e superar os desafios e as mudanças mencionadas com grande sucesso. Os serviços de informações prestados ha décadas pela entidade sempre foram de grande valor para os associados. Mais do que isso. Nos garantiu uma posição que deve ser preservada a todo custo. A autonomia financeira. Embora os serviços sejam meio, e não fim, devemos lembrar o que afirma com senso de humor o sempre presidente Guilherme Afif Domingos. “Quem não tem a verba, não tem o verbo”.

A entrada da maior empresa mundial da área de informações no mercado brasileiro, obrigou-nos a agir rapidamente para enfrentar esse desafio, o que foi feito com a transformação de nossos serviços em uma empresa, a Boa Vista Serviços, que incorporou capital, tecnologia, novos produtos e novos modelos de negócios. Orgulho-me de afirmar que estamos preparados não apenas para enfrentar a concorrência, mas, sobretudo, para atender às novas necessidades dos associados, e dos empresários em geral, com tecnologia de ponta e capital humano de altíssima qualidade. Podemos garantir a continuidade desse processo, com agilidade e eficiência.

Sob a ótica institucional, a de representar a classe empresarial, que é a razão da existência das associações comerciais, concentraremos nossa atuação. Permitam-me reapresentar o que realmente somos. A palavra comercial de nosso nome, não reflete a realidade. As Associações Comerciais congregam todos os setores da economia: comércio, indústria, serviços, agronegócio e instituições financeiras. Contamos com empresas de todos os portes em nossos quadros: grandes corporações, médios empreendimentos, pequenas e micro empresas e profissionais liberais ligados as atividades econômicas. Com um detalhe. Todos com adesão voluntária.

Colocando em números, a ACSP possui cerca de 30 mil associados, divididos por suas 15 sedes distritais, que são verdadeiras entidades locais, atuantes nas diversas regiões da na Capital. A FACESP reúne mais de 420 associações comerciais no Estado, que, no seu conjunto representam mais de 100 mil empresas do Estado de São Paulo. Integramos a CACB – Confederação das Associações Comerciais do Brasil, que conta com cerca de 2 milhões de empresas participantes das mais de 2000 associações comerciais que integram as 27 federações estaduais.

Nosso desafio é mobilizar essa imensa comunidade de associações comerciais utilizando os modernos recursos da área da comunicação. Não basta, contudo, apenas o contato virtual. É preciso que haja a contato pessoal, o dialogo “olho no olho”, para criar a confiança e a cumplicidade na busca dos objetivos comuns.

Devemos considerar ainda, que os diretores e conselheiros das associações comerciais participam de diversas entidades, inclusive do terceiro setor, que, por sua vez, se constituem em redes, com as quais queremos colaborar, até porque enfrentamos muitos problemas comuns (na esfera burocrática e fiscal) .

Queremos destacar nosso propósito em atuar em conjunto com as demais entidades empresariais, sempre que essa união possa contribuir para fortalecer a posição da classe empresarial ou da sociedade, sem prejuízo da ação individual de cada uma.

Desejamos ser parceiros e não competidores na representação empresarial.

Vamos procurar desenvolver uma agenda de debates sobre os grandes temas nacionais e, também, sobre as questões mais específicas que afetam os empresários.

Isto porque o relatório da ACSP de 1924, chamava a atenção da necessidade de atender aos interesses dos associados, para poder defender seus ideais. Assim, não basta termos uma forte atuação defendendo posições institucionais, e não dar a atenção devida aos problemas específicos enfrentados pelos empresários. Assuntos que podem parecer pouco importantes quando comparados aos grandes desafios institucionais ou macroeconômicos, para o empresário, no entanto, especialmente para os de menor porte, pode representar a diferença entre a sobrevivência ou fim da empresa.

Seja o crescente intervencionismo estatal, como a atuação da ANVISA legislando sobre tudo. O aumento da burocracia, como a recente pérola da obrigatoriedade do relógio de ponto com o uso de papel, com claro retrocesso tecnológico e ambiental. O fiscalismo e o arbítrio, como a “penhora on line”, que não apenas afeta as empresas, mas, muitas vezes, invade a esfera individual e familiar.

Seja a instabilidade, complexidade e insegurança jurídica, por exemplo, quando a empresa depende de vários órgãos públicos, que não atuam de forma coordenada, como ocorre em relação ao meio ambiente.

Tudo isso afeta a empresa, e especialmente o empresário de micro e pequeno porte que se sente solitário, abandonado e, muitas vezes, acuado. Precisamos demonstrar que ele faz parte de uma comunidade que se preocupa com seus problemas, que vai apoiá-lo, orientá-lo, e procurar oferecer serviços que possam ajudá-lo a superar suas dificuldades. É preciso reforçar o sentimento e o orgulho de pertencer a uma associação comercial, o que fará com que sua voz que, isolada, nada significa, passe a ser ouvida quando somada a milhares de outras que convivem com os mesmos problemas.

“Mexeu com um, mexeu com todos”

Não se trata da retórica da indignação, que esgota em si mesma, mas podemos garantir que não faremos parte de uma “conspiração do silêncio” em que o resultado positivo da economia faz com que os problemas existentes sejam ignorados.

O Brasil está vivendo um período de grandes oportunidades e desafios. Entre as opor-ameaças, como as chama o professor Adizes, podemos destacar a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, no país. A exploração do Pré Sal. A compatibilização do crescimento com a preservação do meio ambiente. A disseminação da responsabilidade social das empresas sem perda de sua eficiência e função primordial de gerar lucros e criar empregos. A melhora qualitativa da educação e o aumento da inovação. A ampliação da infra estrutura e, não menos importante, a modernização institucional, com a realização das reformas necessárias e urgentes para permitir ao Brasil o avanço que suas potencialidades permitem.

São tarefas que cabem não apenas ao governo, mas a toda sociedade. Queremos fazer a nossa parte.

Para encerrar: Tive o privilegio de estudar no colégio de São Bento. Aprendi que na organização do mosteiro, a comunidade delega ao abade, a autoridade máxima. Ao mesmo tempo ele serve a mesa para os monges idosos.

Ter grandeza não é ser o maior. O sentido e que aquele que detém o cargo hierarquicamente mais elevado tem o dever de ser o maior servidor. Este é o sentido desta nossa empreitada.

E assim sendo, quero agradecer a todos os vice-presidentes, diretores, conselheiros, membros de comissões e todos os colaboradores pela disponibilidade e comprometimento.
Veja o currículo de Rogério Amato:

  

ROGERIO PINTO COELHO AMATO
e-mail: presidencia@acsp.com.br

INFORMAÇÕES PESSOAIS:
-Nascido em São Paulo, a 20 de outubro de 1948, filho de Mario Amato e Rogéria Pinto Coelho Amato.
- Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas São Paulo, com vários cursos de extensão e especialização.

PRINCIPAIS ATIVIDADES EMPRESARIAIS:
- Presidente do Conselho de Administração e sócio da SPRINGER S.A. (“Holding” de capital aberto, cujas coligadas atuam na área de indústria de eletroeletrônicos, refrigeração, transformação de plásticos e equipamentos para indústria de bebidas e afins).
- Presidente do Conselho de Administração e Diretor Presidente da SPRINGER PLÁSTICOS DA AMAZÔNIA S.A. (Indústria transformadora de plásticos para o setor de produtos eletroeletrônicos).
- Membro do Conselho de Administração da SPRINGER CARRIER LTDA. (Joint-Venture resultante da associação com a Carrier Corporation, subsidiária da UTC-United Technologies Co. - Fabricante de equipamentos de refrigeração, com unidade industrial em Canoas, RS, e Manaus, AM)
- Sócio e Diretor da OTAMAR EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. (Holding familiar que controla o grupo SPRINGER, com atividade na área de destilação de álcool neutro e operações imobiliárias)
- Membro Conselho Consultivo da ZIEMANN LIESS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA.

PRINCIPAIS ATIVIDADES INSTITUCIONAIS:
- Presidente eleito da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP
- Presidente eleito da Associação Comercial de São Paulo – ACSP
- Presidente (licenciado) da REBRATES - Rede Brasileira do Terceiro Setor, ex-REBRAF Rede Brasileira de Entidades Assistenciais Filantrópicas
- Vice-Presidente da Associação dos Ex-Alunos da Fundação São Bento
- Primeiro Secretário do Conselho Deliberativo da Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência
- Coordenador do Movimento DEGRAU – Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho
- Membro do Conselho da AVAPE – Associação de Valorização e Promoção de Excepcionais

ATIVIDADES EXERCIDAS:
- Governo do Estado de São Paulo – Secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social (de 31/03/2006 a 03/06/2009)
- Presidente e Membro do Conselho de Administração da ELETROS (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos). e Coordenador do GEPIM (Grupo Executivo do Pólo Industrial de Manaus)
- Presidente da APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo
- Presidente da Diretoria da Fundação São Bento
- Presidente e sócio da MOREIRA SALLES S.A. AGROPECUÁRIA (Fazenda de criação de bovinos, situada no Paraná).
- Vice-Presidente do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
- Vice-Presidente da ABINEE e Diretor do Departamento de Economia da ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
- Diretor da ABIA - Associação Brasileira da Indústria de Alimentos
- Diretor Suplente do Sindicato da Indústria da Cerveja e Bebida em Geral
- Diretor do Hospital SEPACO - Serviço Social da Indústria de Papel, Papelão e Cortiça do Estado de São Paulo
- Diretor da Feira da Bondade
- Delegado do Sindicato da Indústria de Artefatos de Papel e Papelão e Cortiça do Estado de São Paulo
- Membro do Conselho da ABRASCA - Associação Brasileira das Companhias Abertas
- Membro do Conselho do IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
- Membro do Conselho do INDESP - Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Ministério Extraordinário dos Esportes).
Fonte: Diário do Comércio
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